Papai Noel foi generoso comigo. O que recebi de livros como presente não foi brincadeira! Mas, tudo na vida, sempre tem um porém.
Olho para as estantes abarrotadas do escritório e me convenço que preciso aplicar com urgência a famosa lei de Arquimedes: dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. E para um livro entrar, outro tem que sair. Não sei como, mas consigo retirar cinco e encontrar espaço para outros dez (na verdade onze).
Revejo as leituras que fiz durante o ano e as separo em duas pilhas. Uma que será doada e outra que escapou à “guilhotina”.
Desta ultima constam os seguintes livros:
Fim – Fernanda Torres
A vida não é justa – Andréa Pachá
O segredo do meu marido – Liane Moriarty
A trégua – Mario Benedetti
Uma escolha imperfeita – Louise Doughty
A bibliotecária de Auschwitz – Antonio G. Iturbe
Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie
Aguapés – Jhumpa Lahiri
Na prateleira dos infanto-juvenis guardo:
Um outro país para Azzi – Sarah Garland / É tudo família!– Alexandra Maxeiner e Anke Kuhl (simplesmente não consegui abrir mão de nenhum dos dois.)
Maria vai com as outras – Sylvia Orthof (um clássico da literatura infantil brasileira)
Para me consolar olho satisfeita para os recém-chegados. Tenho leitura suficiente para os próximos quatro meses. Decido que além do desapego vou praticar o autocontrole e não comprarei nada até o início de junho.
Paro, leio o que acabei de escrever e sorrio. O ano de 2015 nem começou e já comecei a quebrar promessas.